Abraça-me, segura-me a ti para que eu não possa fugir. Para que eu, sem ter outro opção, aprenda a amar-te, até que só conheça o teu rosto, só conheça o teu sorriso, a tua voz, o teu cheiro, as tuas mãos, os teus gestos, o teu vulto.
Quando assim for, serei feliz. Feliz serei, sabendo que o meu corpo se diluiu no teu, que de igual modo se diluiu comigo. Que mesmo sendo nós um só, não haverá dor quando um de nós tiver de partir, pois ao desaparecer o rosto, o sorriso, a voz, o cheiro, as mãos, os gestos, o vulto, ficará o conhecimento, a viver dentro do que por cá continuou.
Hoje em dia para mim pensar em ti é como ver pela décima vez no cinema o “Titanic”. Continuo a adorar mas já conheço todas as cenas, já decorei todos os diálogos e não falho uma sequência.
No fundo é como se fosses da família, já fazes parte da mobília.
Prefiro não pensar se ainda te amo ou não, porque no fundo sei que sim, mas ando a convencer-me de que tenho o direito de me deixar ser amada por outro.
Por isso, até sempre.
Da sempre tua, Sarinha *
"Da tua sempre, Sarinha*"
ResponderEliminarTal como o facto de uma pessoa morrer, não faz com que ela desapareça da nossa cabeça; quando um amor se transforma em ausência, ele nunca deixará de existir, mesmo que a sua existência seja um vazio.
Beijão Chupa 3