Ainda te lembras das promessas?
Lembraste de como éramos unidos?
De como nos completávamos?
Mudei tanto desde que foste embora. Eu era simplesmente tua, era a tua menina, a Sarinha da tua vida e agora?
Agora sou a Sara de alguém mas já não sou tua, sou a Sarinha de ninguém.
Lembro-me todos os dias daquilo que fomos. Lembro-me de como me mimavas, de todas as vezes que disseste que me querias ter contigo, que querias ser meu para o resto da tua vida.
Sim Tiago, lembro-me bem da tua simplicidade, dessa tua falta de noção da tua beleza, da maneira incrível como me acalmavas naqueles dias maus.
Se tenho saudades? Quem me dera que fosse assim tão simples. A tua falta já não se chama saudade. Chama-se sufoco. Chama-se dor.
Ainda assim, quero continuar a amar-te. Quero amar-te como sempre. A minha vida sem este amor já não é vida por isso quero-o mais que tudo. Quero este amor ainda mais do que te quero a ti.
Quero continuar a lembrar-me de ti todos os segundos. Quero chorar a tua falta. Quero prolongar esta espécie de luto. Sim quero mesmo.
Porque? Porque sim. Porque é apenas isto que me resta de ti, isto e uma fotografia.
Por isso deixa que me agarre a esta impossibilidade de estar contigo sem ti e não me interrompas. Deixa que te ame mais que a mim própria. Deixa que me perca nesta incoerência feliz que me mata como mata um vicio, como se tivesse de ser.
Lindo Sara, lindo.
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