domingo, 13 de junho de 2010

- antigo

Enfim, como podes ser tão parvo? A dor a mim já não me alcança e as lágrimas já eu as parei. A morte da alma esteve tão perto, como podia ser eu a menina ingénua de antes? Como me fazes rir. Essa tua tentativa de começar com um novo conto é tão básica. Caí, não uma mas duas vezes. Caí, e sofri, e chorei por ti, nunca mereceste uma única lágrima, apesar de elas terem caído incessantemente durante largos meses. Agora é tudo diferente, e eu já não deixo que a minha mente desmorone de novo, que o meu coração despedace em tantos bocados. Acabou para ti!
A minha frieza tornou-se num escudo que impede qualquer nova desilusão.
"Desilusão" é apenas isso que vejo no teu olhar falso que dizes triste e arrependido, no teu sorriso cínico que antes me deslumbrava, no teu cabelo loiro que me fazia lembrar tão bons momentos. Hoje ao escrever estas palavras eu sinto pena. Tenho pena da tua falta de humanidade, da tua cabeça poluída, pena, apenas pena! Não sinto ódio, nem raiva. Talvez um nojo que vai ficar para sempre, e que se agrava cada vez que me lembro do teu pergaminho de mentiras. Mas não te odeio.
Devia senti-lo! Porque ódio sente-se daqueles que roubam e daqueles que matam e tu roubaste por meses a minha felicidade e quase mataste a minha capacidade de amar. Mas, eu desculpo-te, não por compaixão mas sim por pura caridade, já tantas te repugnam, não vou ser mais uma. Mas acredita que mais nenhum sentimento por ti entrará dentro de mim. Os poucos que tenho (o nojo, a pena e a indiferença) estão pendentes numa caixa de memórias tristes que se encontra fechada para sempre.

E estas são as minhas últimas palavras para ti.

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