domingo, 30 de maio de 2010

dad

Não vale a pena desculpares-te, nem dizeres que agora é a sério. Ambos sabemos que isso não é verdade.
Trataste-me como se eu tivesse um prazo de validade de 8 anos. Mas desde o momento em que me deixaste já passaram mais 8 e eu já me habituei a uma vida sem ti.
Eu mal te conheço mas há sempre algo em mim que insiste em gritar a tua falta, um sentimento que não consigo calar. Principalmente nestes dias.
Hoje eu precisava que estivesses aqui e me dissesses que gostas muito de mim, mesmo que não fosse essa a verdade. Precisava que me levasses a passear e me ajudasses a fazer os trabalhos de casa como antes fazias. Que me perguntasses como anda a escola e se sou feliz. E que depois de me ouvires me desses um abraço e dissesses algo do género " -Tem calma! O papá está aqui."
Mas é inútil. Estás muito longe de mim. Não falo na distância física, porque 50 km é demasiado perto. Mas da distância psicológica. E essa infelizmente só aumenta ao longo dos anos, ao longo das esperas, ao longo da desilusão. E essa? Não vai desaparecer nunca, porque tu não queres ser pai e eu não sei o que é ser filha.


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